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18 fevereiro 2015

TAG: Faculdade (Com participação especial)

          Oi gente, tudo bem? Queria primeiramente agradecer a Julia por ter me dado esse espacinho para falar sobre a vida de uma universitária mesclando com outros assuntos bem variados. A ideia é fazer posts bacanas falando sobre a universidade por completo e também sobre algumas coisas que eu gosto como livros e séries. Vou precisar da ajuda de vocês para fazer essa coluna, que vai ser postada toda TERÇA-FEIRA, dar certo, afinal eu tenho em mente alguns temas bacanas para abordar, mas não sei exatamente o que vocês gostariam de ler, preciso e quero muuuuito que vocês participem e interajam comigo.


          Para o primeiro post eu vou falar sobre meu curso que é LETRAS, PORTUGUÊS – INGLÊS E RESPECTIVAS LITERATURAS com participação especial do meu namorado Fernando que cursa ENGENHARIA CIVIL. Bom, tentamos escrever nossas considerações em um texto, porém percebemos que é muito difícil falar sobre algo, mesmo que você conheça muito bem, se você não tiver tópicos ou perguntas para responder. Então procurei uma tag que tivesse perguntas relacionadas a faculdade para respondermos. Não sei quem fez a TAG, se souberem escrevam nos comentários que eu ponho os créditos. Tentamos desenvolver da melhor forma possível, mas se ficou alguma dúvida me deixem nos comentários que eu posso fazer um post só respondendo perguntinhas de vocês sobre o curso de Letras e Engenharia Civil.

Qual seu curso de graduação?
A: Eu curso Letras, português – inglês e respectivas literaturas.
F: Engenharia civil.

Quantos períodos ele tem? E em qual você esta?
A: O curso tem nove semestres (4 anos e meio) e eu estou indo para o terceiro.
F: O curso possui dez períodos e eu estou no quarto.

Porque você escolheu esse curso?
A: Sempre me interessei pela área da docência, meu lugar definitivamente é dentro de uma sala de aula. Pensando nisso, escolhi letras por causa da licenciatura e da minha paixão pela leitura. Depois que eu vi a grade curricular, vi as matérias que eu estudaria e foi amor imediato.
F: Sempre gostei de exatas, principalmente matemática e física e por que meu pai trabalha no ramo imobiliário.

Antes de escolher esse curso você pesquisou sobre o mercado de trabalho e o piso salarial?
A: Sim, não tanto o piso salarial já que é do saber de todo mundo que professor não ganha bem, mas eu não dei muita atenção pra isso. Quanto ao mercado de trabalho, eu posso trabalhar nas escolas, em editora, com tradução e nas áreas de interpretação. Mas o que sempre me chamou a atenção é a parte da sala de aula e fiquei um pouco interessada na parte de revisão de texto em editoras.
F: Na realidade não, mas cursei engenharia mecânica que foi um curso que eu pesquisei pelo mercado e apesar do mercado ser extremamente bom na região onde eu vivo acabei não me identificando com o curso, então optei pela troca.

Como foi seu primeiro dia de aula? Tem dica para os calouros?
A: Meu primeiro dia de aula foi bem tranquilo, eu estava nervosa, é claro, mas fui com pensamento positivo e deu tudo certo. Uma dica para os calouros é: não tenha medo de dar oi para a pessoa que sentar perto de você. Ninguém se conhece, todos vão estar à procura de novos amigos e muitas vezes as pessoas são tímidas, então dê um oi e se apresente para quem for entrando na sala de aula. Receba todos com um sorriso no rosto, ninguém merece gente emburrada.
F: Meu primeiro dia de aula foi relativamente normal, apesar de eu ter me perdido no campus e não encontrava o prédio onde ia ter aula. Uma dica seria se informar certo onde é a aula pra não se perder, como eu. Geralmente no site da universidade tem o mapa que identifica cada bloco.

Sobre seu TCC, já começou a fazer? Qual tema pretende abordar?
A: Estou longe ainda, mas eu penso em fazer sobre algo em torno da literatura. Tive várias ideias, mas nada que eu dissesse “vai ser isso”. Pensarei mais pra frente.
F: Ainda não comecei e não estou certo sobre o tema, mas provavelmente algo que envolva construções em steel frame, que é um modo de construção onde toda a base é em aço e é relativamente novo, principalmente no Brasil.

Você se considera uma boa aluno (a)?
A: Poderia ser melhor, mas eu me considero sim. Sou bem organizada, estudo para as provas sempre, faço mil resumos e sempre estou procurando no google sobre as matérias, tirando dúvidas. Vou falar sobre minha organização em um post, fiquem ligadinhas no blog.
F: Não (risos). Sou preguiçoso e estudo menos do que deveria.

Você está 100% satisfeito com o curso que escolheu?
A: Estou. No início eu pensei que não fosse gostar, que seria chato e cansativo, mas depois desse último semestre eu definitivamente vi que estou adorando e me identificando. Só preciso aprender a gostar um pouco mais da parte gramatical, mas isso eu consigo com o tempo.
F: Não, mas eu diria 90%, os 10% que faltam são mais por questões de infraestrutura da universidade.

O seu curso tem algum material especifico que não tem em outros cursos? (ex: estetoscópio e calculadora cientifica.)
A: Até o momento o único material necessário é o dicionário da nova ortografia.
F: Em especifico somente de engenharia civil não há nenhum, porém é comum o uso de calculadora gráfica e materiais de desenho técnico, como lapiseiras, compassos, esquadros e escalímetros. Esses materiais são comuns a todas as engenharias e arquitetura.

Na sua faculdade teve trote? Se sim como foi?
A: Teve sim. Nós temos três trotes. Um da instituição que é o de doação de sangue, a turma que tiver mais doadores de sangue ganha alguma coisa que eu não sei o que é por que nós não ganhamos. O outro é do prédio que é um bookcrossing onde a turma deve juntar a maior quantidade de livros, não sei o destino desses livros, mas acredito que é pra própria universidade. Nós ganhamos esse, juntamos mais de 200 livros e era para ter uma festa. Estou indo para o terceiro semestre e até agora não houve festa. E o terceiro é o dos nossos veteranos que é aquilo básico de pintar o rosto e apadrinhamento. Foi bem bacana, a parte do bookcrossing uniu a turma, fez com que nos conhecêssemos e o trote dos veteranos foi bem simples, mas também foi bacana, não saímos imundos de lá então já está ótimo.
F: Tem, mas não me interessei e nem sabia quando era o trote.

Seu curso tem muita matemática?
A: NÃO!!!!!!!
F: Tem bastante, especialmente cálculo, mas também aborda outros campos como álgebra e geometria.

Geralmente nas faculdades existem o "ciclo natural de desistência" a turma começa com 70 alunos e permanecem só 20. Isso aconteceu na sua faculdade?
A: Acontece sim. Muita gente entra, faz um semestre ou dois e desiste. Nossa turma entrou com mais de 50 alunos e agora nos já estamos em uns 40, por aí.
F: Possivelmente sim, porém atualmente a taxa de desistência é de cerca de 64%.

Quais dicas você daria para quem esta querendo começar a fazer o mesmo curso que você?
A: As dicas que eu dou são: tenha uma pasta sanfonada para organização, os xerox são muitos; tenha em mente que você vai ler muito e não são todas leituras que você quer fazer e, por incrível que pareça, que vai gostar de fazer e isso é normal; pesquise sobre os escritores que seu professor falar e leia algo sobre eles, é sempre bom; e a maior dica de todas e que vale pra qualquer curso, não pire quando tirar uma nota baixa, isso é normal e quase que inevitável, você precisa se esforçar, mas sua vida não se resume só nisso.
F: Vai sem medo!! O começo é complicado, assusta um pouco, mas depois de um tempo começa a pegar o gosto pela coisa.

Já ficou em DP? Possui algum método diferente de estudo?
A: Fiquei pensando em o que seria DP. Eu acredito que seja o que nós chamamos de exame. Já fiquei sim, duas vezes. Uma por 0,5 e a outra por 0,4, sofrido. Meu método de estudo é simples. Uma semana antes da prova eu faço resumo em folha pautada normal, escrito em tópicos. Depois eu passo para folha de ofício escrito bem grande e, se a matéria for complicada pra mim, eu colo no quarto esses papeis pra ir vendo ao longo dos dias. O ideal é sempre estar lendo um pouco, não adianta estudar tudo um dia antes da prova, é mais fácil dividir e ler fora de hora. Ah, terminei de almoçar, vou ler um pouco. Depois do banho lê de novo. Antes de dormir, de novo. E por aí vai. E é importante escrever, ajuda a fixar.
F: Já sim. Em cálculo, física, química e algumas outras. Eu faço as listas de exercícios e leio a matéria no geral. Como no início do curso há bastante cálculo então quase tudo se resume a exercícios, não existe outro método de estudo.

Faça um resumo básico do seu curso pra quem estiver interesse em fazê-lo.
A: O curso de Letras licenciatura é pra você que quer estar dentro de sala de aula. É necessário gostar, pois é MUITA coisa pra ler, MUITOS livros que você tem que conhecer, tirando a parte gramatical que, se parecia difícil no colégio, na faculdade é mais punk ainda. Você aprende coisas diversas, coisas que você não vai passar para os alunos, mas precisa saber.
F: A Engenharia Civil é provavelmente a engenharia mais ampla, diferente do que pensam, não é só construir prédios ou pontes, o engenheiro civil trabalha em basicamente todos os aspectos de uma cidade, seja na parte superficial ou subterrânea. 

          Então é isso, meninas. Esse é só o primeiro post, terá posts falando sobre faculdade uma vez por semana aqui no blog e se tem algo que vocês gostariam de saber, não apenas sobre o curso, mas sobre a vida acadêmica, é só deixar aqui nos comentários que eu posso fazer um post contando pra vocês, ok? Vou tentar trazer pessoas de outros cursos pra falar um pouco sobre como é, mostrando materiais e essas coisas. 
          Espero que vocês tenham gostado e até a próxima semana!!!!!

26 setembro 2014

Consideramos justa toda forma de amor

Olá o post de hoje vou mostrar um texto que achei na internet e achei muito interessante. Eu já sou noiva há um bom tempo e pretendo me casar e ter uma família do comercial de margarina hahaha. Esse texto que vou mostrar  tem uma pergunta que já fiz diversas vezes a mim mesma e hoje encontrei a reposta.

Às vezes eu penso se terei filhos gays.

Eu não sei se outros pais pensam sobre isso. Mas eu penso. Muito frequentemente.
Talvez seja porque eu tenha muitos gays na minha família e círculo de amigos. Está em meus genes e em minha tribo.
Talvez seja porque, como pastor de estudantes, eu tenha visto e ouvido as histórias de horror de crianças cristãs e gays, dentro e fora do armário, tentando fazer parte da igreja.
Talvez porque, como cristão, eu interaja com tantas pessoas que acham a homossexualidade a coisa mais repulsiva de se imaginar e que fazem questão de deixar isso abundantemente claro a cada oportunidade.
Qualquer que seja a razão, eu penso nisso frequentemente. Como pai eu quero fazer algumas promessas a você e aos meus dois filhos.

1) Se eu tiver filhos gays, todos vocês saberão disso.

Minhas crianças não serão nosso mais bem guardado segredo familiar.

Eu não vou desconversar com estranhos. Eu não vou falar em linguagem vaga. Eu não tentarei colocar um venda nos olhos de todos e eu não pouparei as emoções dos mais velhos, ou dos que se ofendem facilmente ou dos desconfortáveis. A infância já é difícil o suficiente e a maioria dos gays passam sua existência se sentindo horríveis, excruciantemente desconfortáveis. Eu não colocarei os meus filhos em mais desconforto desnecessário só para fazer o jantar de Ação de Graças mais fácil para um primo de terceiro grau rancoroso.

Se meus filhos saírem do armário, sairemos do armário como família.



2) Se eu tiver filhos gays, eu orarei por eles.

Eu não orarei para que eles sejam “normais”. Já vivi o suficiente para saber que, se meus filhos forem gays, este é o normal deles.

Eu não orarei para Deus curá-los ou consertá-los. Vou orar para que Deus os proteja da ignorância, do ódio e da violência que o mundo despejará sobre eles simplesmente por eles serem quem são. Vou orar para que Deus lhes coloque um escudo de proteção contra aqueles que os desprezam e querem machucá-los, que os amaldiçoam ao inferno e que os colocam como condenados sem nem mesmo conhecê-los. Eu orarei para que eles apreciem a vida, o sonho, que sintam, que perdoem e amem a Deus e a humanidade.
Acima de tudo, orarei para que meus filhos não recebam o tratamento nada cristão de suas ovelhas mal guiadas a ponto de afastá-los de seus caminhos.


3) Se eu tiver filhos gays, eu os amarei.

Não estou falando de um amor distante, tolerante e cheio de reservas. Será um amor extravagante, de coração aberto, sem desculpas. Aquele tipo de amor que constrange na porta da escola.

Eu não vou amá-los apesar de sua sexualidade nem vou amá-los por causa dela. Vou amá-los simplesmente por serem quem eles são: doces, engraçados, carinhosos, inteligentes, legais, teimosos, originais, lindos e… meus.

Se meus filhos forem gays, eles poderão ter milhões e milhões de dúvidas sobre si mesmos, sobre o mundo, mas nunca terão um segundo de dúvida sobre o amor que o pai deles sente por eles.

4) Se eu tiver filhos gays, basicamente, terei filhos gays

Se meus filhos forem gays – e eles já são bem gays… [gay em inglês significa, antes de tudo, alegre] Bem, isso quer dizer que Deus já os criou e os moldou e colocou neles a semente de quem eles são dentro deles. O Salmo 139 diz que Ele “os costurou no útero de sua mãe”. Para mim isso quer dizer que as incríveis e intricadas coisas que os fazem almas únicas na história foi colocado em suas células.

Por isso, não há um “deadline” para a sexualidade deles pela qual eu e sua mãe estejamos orando fervorosamente. Eu não acredito que haja alguma data de expiração mágica se aproximando quando eles “se tornarão héteros”.

O que há hoje é uma simples e jovem versão de quem eles serão; e hoje eles são incríveis.

Muitos de vocês podem se ofender com tudo isso. Eu percebo totalmente. Eu sei que isso deve ser especialmente verdade se você é uma pessoa religiosa, que acha esse tópico totalmente nojento.

Conforme vocês foram lendo isso, podem ter revirado os olhos ou selecionado trechos das escrituras para enviar ou orado para que eu me arrependa ou se preparado para deixarem de ser meus amigos ou me chamado de pecador, mau, herege condenado ao inferno… Mas da forma mais gentil e compreensiva que eu possa ser, digo uma coisa: não dou a mínima.

Isto não diz respeito a você. Isto é muito maior que você.

Você não é a pessoa que eu esperei ansiosamente por nove meses. Você não é a pessoa pela qual eu chorei de alegria quando nasceu. Você não é a pessoa a quem dei banho, alimentei, balancei para dormir durante as noites. Você não é a pessoa a quem eu ensinei a andar de bicicleta e cujo joelho esfolado eu beijei ou cuja mão eu segurei enquanto levava pontos. Você não é a pessoa cuja cabeça eu amo cheirar, cujo rosto ilumina quando eu chego em casa à noite e cuja risada soa como música para minha alma.

Você não é a pessoa que diariamente me dá significado e propósito e que eu adoro mais do que jamais imaginei adorar algo. E você não é a pessoa com quem eu espero estar quando der meus últimos suspiros neste planeta, olhando para trás agradecido por uma vida de tesouros compartilhados, sabendo que eu te amei da maneira certa.

Se você é pai, eu não sei como você responderá caso seus filhos sejam gays, mas eu oro para que você considere isso.

Um dia, a despeito de suas percepções sobre seus filhos ou de como foi sua paternidade, você talvez tenha que responder para uma criança assustada e ferida, cujo sentido de paz, identidade, aceitação, na verdade seu próprio coração, serão colocados em suas mãos de uma maneira que você nunca imaginou. E você terá de responder a isso.

Se este dia chegar para mim, se meus filhos saírem do armário para mim, este é o pai que eu espero ser para eles.

* Nota do autor: A palavra “gay” usada neste post se refere a qualquer um que se identifique como LGBT. Embora em conheça e respeite as distinções e diferenças, escolhi esta palavra porque ela é a mais simples e facilmente comunicável para o contexto deste artigo. Foi a maneira mais clara de me referir aos indivíduos não heterossexuais, usando uma palavra comum que ressoaria facilmente para o leitor comum.

Texto Por : John Pavlovitz

As fotos usadas no texto é do seriado Grey's Anatomy personagens Calliope e Arizona.